O metaverso chegou pra valer. E agora?

Pois bem, parece haver certo otimismo com relação ao futuro próximo, no que diz respeito a retomada da economia, do mercado girando após quase dois anos de muita estagnação. Alguns setores obviamente sentiram mais que outros, alguns sumiram, outros surgiram e muitos se seguraram e se reinventaram.

Vimos há poucos dias um novo posicionamento do Facebook, que passou a se denominar Meta, fazendo alusão ao conceito de Metaverso. Mas o que isso significa?

Segundo pesquisa do Wikipedia, “Metaverso é a terminologia utilizada para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. É um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de “realidade virtual”, “realidade aumentada” e “Internet”.

Este termo foi cunhado pela primeira vez na obra “Nevasca”, de Neal Stephenson. (1992)

Exemplos mais recentes são os jogos Second Life, Roblox e Fortnite. O Facebook anunciou a intenção de adotar o metaverso em sua plataforma”

Para quem ainda está perdido, e acha que estamos diante de uma grande novidade, o Second Life citado acima foi criado em junho de 2003, portanto há exatos 18 anos, já é um adulto. Se você esteve em outras galáxias esse tempo todo, convido-o a entrar comigo na fila dos ignorantes e curiosos do tema, pois há muito o que aprender com este fenômeno que tomou um corpo maior e robusto com a adesão da firma do Zuckeberg, que leva na esteira o Instagram e o WhatsApp, em outras palavras, leva uma multidão para o seu metaverso.

Acredito que os psicólogos tenham muito a contribuir com o tema, analisando e nos brindando com uma perspectiva do impacto que este cenário poderá trazer nas relações sociais, visto que aparentemente as rédeas sociais, morais e éticas terão uma nova leitura, possibilidade e construção. Tudo ali é possível (Assim me parece).

Metaverso como um lugar possível. Possível de que as pessoas, até então aprisionadas pela pandemia, possam realizar sonhos e fantasias escondidas atrás de seus avatares. Novos mercados surgirão, novos modelos de negócio, novos desafios, profissões, oportunidades, formas de aprendizado, de interação, e por ai vai.

Como você, caro leitor, pensa em se posicionar? Seu empreendimento poderá ter espaço dentro de novo universo? O trabalho compreendido até então, com as tradicionais conexões de liderança, formalizações e estruturas ainda fará sentido, ou é preciso repensar um novo mundo, interagir com ele, e assumir nosso protagonismo?

Alguns dizem que o Facebook está fazendo barulho sobre algo que já existe, o que não é exatamente um exagero ou mentira, mas o ponto é o que será feito com aquilo que já existia, e que vá além de um jogo para crianças ou aficionados?

Afinal, aonde estarão seus consumidores, seus concorrentes, colaboradores, seus filhos e parentes? O mundo físico como o entendemos e estamos habituados cederá espaço para uma nova era, disruptiva e ao mesmo tempo empolgante e assustadora?

Este curto texto tem a pretensão de provocar um diálogo a respeito do tema, pois como disse, também me encontro na fila da ignorância sobre esta questão.

Muito obrigado!

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