
Quando falamos sobre o mundo corporativo, é inevitável, necessário, e até óbvio que tenhamos um olhar para as pessoas que ocupam esse espaço, e sobretudo das relações interpessoais que se estabelecem ao longo de suas jornadas.
Nas corporações, ocupamos cargos e desempenhamos papéis. Um deles é o da liderança, que pode se constituir por denominação burocrática, em que seu cargo vem revestido de outras responsabilidades, supostamente em uma evolução do grau de complexidade, de confiança e de visão de como as coisas funcionam dentro das empresas. Neste sentido, em várias ocasiões ainda se estabelece (ou se outorga) a liderança por tempo de casa, em que o indivíduo tenha um histórico de sucesso dentro da Empresa, quase sempre atrelado as suas competências técnicas.
Há ainda a liderança obtida através da combinação das variáveis resultantes das relações que o indivíduo consegue criar ao seu entorno, no mesmo ambiente de trabalho. Algumas pessoas exercem liderança mesmo sem terem sido nomeadas ou anunciadas como líderes. Acontece com naturalidade.
Em qualquer dos casos, o autoconhecimento pode ser entendido como motor propulsor daquilo que se entrega ao contexto, ao outro, e com isso se ramifica e se moldam as conexões interpessoais, dando o tom do que virá em sua decorrência. Portanto, faz todo sentido que tenhamos um trabalho contínuo de autoconhecimento, para que seja possível compreendermos com maior veracidade nossos elementos internos, e assim termos maior protagonismo e autorresponsabilidade com relação ao nosso ponto de partida, que somos nós mesmos.
O autoconhecimento cobra o seu preço, mas também nos brinda com seu retorno, visto que facilita a construção de vínculos mais verdadeiros, sólidos e duradouros. Muito do que as Empresas centradas no ser humano querem, mas que nem todas conseguem. É uma jornada com a qual faço uma analogia com a decolagem de um avião. O desprendimento de energia inicial é muito grande, o processo tem seus riscos, mas a viagem sempre é boa!
É preciso disposição e (auto) interesse. Se não nos dispomos a nos questionar, a nos ouvir e compreender, como faremos com nossos liderados? A linha de comando e controle já há tempos não se mostra mais eficiente, as mudanças em todos os cenários são intensas, frequentes e inesperadas na maior parte das vezes. Ambiente político, econômico, social, ou todos eles combinados trazem o grande desafio, cada vez mais gritante, para que tenhamos empresas e grupos de trabalho que funcionem a partir de suas raízes pessoais, pois acredito que isso não seja sob nenhuma hipótese, elemento que impossibilite uma boa gestão. Pelo contrário, a estimula e possibilita a criação de ambientes mais colaborativos, criativos e inovadores. Comece por você! Busque o seu porque
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